VESTIBULAR, escolha da profissão, sexualidade, estar num curso superior sem saber se a escolha é correta; apelos de consumo; sexualidade; solidão, isolamento; exigência de padrões inalcançáveis; a tirania do corpo belo, magro e sarado; choque de gerações; sentimento de rejeição e de ser incompreendido; pânico, medo, perfeccionismo, depressão, competitividade.
São muitos os conflitos e angústias a que eles – nossos jovens, quase meninos, estão submetidos. Os efeitos dessas dores, quando são mal cuidadas, vemos todos os dias.
O Grupo de Estudos do PATHWORK pode ser um bom leme a ajudar nossos meninos e meninas a navegar nesse oceano tão cheio de riscos.
GRUPO EM FORMAÇAO - Faixa etária dos 15 as 23 anos.
Obs: a faixa etária pode variar um pouquinho, para mais ou para menos, dependendo do nível de maturidade do jovem. Faremos entrevista para avaliar.
VESTIBULAR, escolha da profissão, estar num curso superior sem saber se a escolha é correta; apelos de consumo; sexualidade e namoro; solidão, isolamento; exigência de padrões inalcançáveis; a tirania do corpo belo, magro e sarado; choque de gerações; sentimento de rejeição e de ser incompreendido; pânico, medo, perfeccionismo, depressão, competitividade.
São muitos os conflitos e angústias a que eles – nossos jovens, quase meninos, estão submetidos. Os efeitos dessas dores, quando são mal cuidadas, vemos todos os dias.
O Grupo de Estudos do PATHWORK pode ser um bom leme a ajudar nossos meninos e meninas a navegar nesse oceano tão cheio de riscos.
GRUPO EM FORMAÇAO - Faixa etária dos 15 as 23 anos.
Obs: a faixa etária pode variar um pouquinho, para mais ou para menos, dependendo do nível de maturidade do jovem. Faremos entrevista para avaliar.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
AS ORDENS INCONSCIENTES DO AMOR
Muitas vezes carregamos e mantemos padrões destrutivos em nossa vida, doenças, situações limitantes e dificuldades diversas, por lealdade inconsciente a antepassados que nem connhecemos, ou ascendentes mais próximos.
A família é um sistema forte que tem a regê-lo uma ordem e um conjunto de leis. Quando essa ordem é transgredida numa geração, as gerações futuras tendem a buscar o equilíbrio.
As exclusões de pessoas da família, mortes prematuras, acontecimentos trágicos, segredos familiares, fugas de guerras e perseguições, conflitos por bens e heranças, ocorridos no passado, são as causas mais frequentes desses emaranhamentos.
A tentativa de quem adoece ou se desorganzia é reequilibrar o sistema. Muitas vezes sem ter consciência disto, as pessoas sensíveis representam esses antepassados, como que tentando trazê-los para seu lugar de dignidade.
sábado, 31 de agosto de 2013
AINDA SOMOS OS MESMOS... COMO NOSSOS PAIS!
Há um padrão emocional e comportamental presente na maioria dos filhos: a queixa, a cobrança e o ressentimento contra os pais. O motivo: não receberam amor, cuidado e atenção suficientes.
Às vezes isto fica expresso e verbalizado. Em outros casos são sentimentos inconscientes que, por ficarem encobertos, geram mais efeitos negativos na relação dessa pessoa com a vida.
E não estou falando de filhos que viveram situações extremas. Pessoas existem que experienciaram o abandono concreto, a crueldade, o abuso e a violência física, afetiva, psicológica. Para essas pessoas, geralmente é necessário um longo trabalho de reconstrução e realinhamento do que foi destruído. A psicoterapia pode oferecer amplos recursos para ativar potenciais internos da pessoa, ajudando-a a libertar-se da autoimagem deformada que a experiência negativa criou. Assim é possível liberar o próprio coração, deixando que os pais biológicos se vão, entregues à sua história e à sua responsabilidade.
Tratamos aqui dos que tiveram pais comuns, famílias “mais ou menos”, homens e mulheres que lutaram, tentando acertar. Falo de filhos que receberam aquele amor à moda da casa, do jeito e no tom que os pais podiam e sabiam dar; filhos de pais que beijaram, nutriram de peito e afeto, carregaram no colo, levaram na escola, aqueceram, choraram e se angustiaram com as pequenas febres; mães e pais que frequentaram pediatras, ofereceram, com esforço, a melhor escola, participaram de reuniões com a professora, subiram nas paredes para conseguir a melhor foto, emocionaram-se com os gaguejados discursos dos dias de festa.
Referimo-nos a pais que viveram um esforço genuíno na tarefa de criar os filhos; pais comuns, pessoas de boa fé, que passaram pela experiência de serem pais e mães, lutando com seus limites, cometendo erros e acertos, como acontece com todos os seres humanos em qualquer aspecto da vida. Pais que foram duros demais, moles demais, que passaram da conta, negaram, exageraram, perderam-se nos labirintos de suas próprias histórias familiares.
Que parte nossa se revela tão exigente e cobradora com esses lutadores sem nome? O que nos faz acirrar neles a culpa e o desencanto, quando já ultrapassaram as travessias mais penosas de suas próprias vidas? Vejamos. Existe dentro de cada um de nós uma criança – um aspecto nosso regredido e imaturo - que quer amor cem por cento, que deseja ser amada exclusivamente e sem limites. O desejo de amor de nossa criança interna é compulsivo e irreal. Ela quer tudo e muito mais!
Por outro lado, os pais dificilmente conseguem oferecer o amor que ela deseja, um amor maduro e genuíno. Se pudessem, a criança demandaria menos e ficaria mais satisfeita. Mas o amor dos pais quase sempre é tão imaturo quanto a fome da criança. Eles se perdem e se atrapalham na tarefa de serem bons pais: ou mimam demais, dando exageradas demonstrações de amor, na tentativa de compensar o amor real que não sabem dar; ou são severos demais, usando de uma autoridade dominadora, que não permite aos filhos que se desenvolvam e expressem na vida aquilo que são; ou tem dificuldades em dar limites, punir com equilíbrio, exercendo uma autoridade saudável.
Quando a autoridade boa, firme, saudável não é exercida, os pais fogem ao papel de guias e orientadores de seus pequenos filhos. Sem essa bússola, a criança segue com medo pisando o solo da vida e se perde na insegurança e na falta de rumo.
Por não terem recebido o suficiente, as crianças continuam carentes quando adultas. Muitas passarão a vida inteira, inconscientemente chorando por aquilo que não tiveram na infância. O efeito colateral é que elas também se tornarão incapazes de amar amadurecidamente, perpetuando-se a cadeia.
Uma boa terapia será aquela que possa facilitar a essa pessoa um ambiente seguro e acolhedor onde seja possível trazer à luz a ferida da infância. Um bom sinalizador de que começa o processo de autocura é quando ela já consegue receber o que esses pais puderam dar. No mínimo, o dom da vida. A isto chamamos aceitar e honrar a mãe possível, o pai possível.
Aos pais culpados resta buscar ajuda, tentando reconhecer que teriam feito melhor, se pudessem e se soubessem, rompendo-se a cadeia destrutiva do “eu te cobro Vs eu te devo e me culpo”.
Isto libera filhos e pais, deixando cada um com sua história e no seu lugar de dignidade. Cada um poderá tornar-se, então, pai e mãe de si mesmo. É o reencontro com o eixo saudável, a construção do presente sobre as experiências do passado.
Para alguns filhos chega um dia em que eles percebem - e aceitam - que pais perfeitos não existem. Chega a maturidade e as idealizações de pais heróis vão sendo demolidas. Geralmente isto acontece quando os filhos já tem seus próprios filhos – adultos. Sim, adultos, porque quando os filhos são crianças os antigos queixosos (agora pais) tentam, quase compulsivamente, ser pais e mães perfeitos. Seguem fórmulas, criam estratégias, certamente diferentes das que seus pais usaram.
Para seu desapontamento, descobrem mais tarde que acabaram reproduzindo partes da mesma história. Porque também são pais e mãe humanos. O ciclo continua. Os defeitos podem ser diferentes. Mas sentimentos de pais e filhos serão os mesmos. Até não se sabe quando...
(Ray do Vale)
BLOG: www.ray-vale.blogspot.com
Email: ray.vale@hotmail.com
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
SENTIMENTO É PRA SENTIR!...
Os sentimentos negados são a causa de muitas doenças físicas e emocionais. Quando não são reconhecidos, eles incapacitam, inibindo a criatividade e obstruindo os impulsos construtivos. De tanto negá-los passamos a acreditar, com o passar do tempo, que a situação que os gerou foi superada e tocamos a vida. A má notícia é que, se eles não forem aceitos, se forem desconsiderados e reprimidos, não encontram o caminho da solução. Não se transforma o que não se quer ver.
Mesmo guardados sob pressão, por serem “feios” e “vergonhosos”, eles mantém sua força e o poder destrutivo. Esconder de nós mesmos os sentimentos ditos negativos, não significa resolvê-los. Melhor olhar de frente e admitir que existem e que estão em nós. A proibição de sentir os potencializa. Se ficam escondidos nos subterrâneos de nossa história, de lá eles pressionam para cima, nos comandando a vontade e contaminando nossa vida.
Quando surgem as depressões, insônias, alergias, ansiedades, furúnculos, doenças sem diagnóstico, queda de cabelo, baixa resistência imunológica, fibromialgias, inibições sexuais, ficamos a perguntar: COMO ISTO FOI ACONTECER?
Admitir a raiva, o medo, a tristeza, a vulnerabilidade são caminhos de saúde e bem estar. Não que devamos atirá-los sobre os outros. A questão é entre nós e nós mesmos. Admitir para curar. Identificar para buscar as raízes. Quando conseguimos abraçar nossas fragilidades humanas tornamo-nos aptos a buscar os caminhos da cura. Ter vergonha de quem nós somos retarda o crescimento e nos mantém na fragmentação e na máscara que nos faz adoecer.
(se quer ver mais sobre este tema, leia o artigo “Quando não dizer faz adoecer” no meu BLOG)
BLOG: www.ray-vale.blogspot.com
Mesmo guardados sob pressão, por serem “feios” e “vergonhosos”, eles mantém sua força e o poder destrutivo. Esconder de nós mesmos os sentimentos ditos negativos, não significa resolvê-los. Melhor olhar de frente e admitir que existem e que estão em nós. A proibição de sentir os potencializa. Se ficam escondidos nos subterrâneos de nossa história, de lá eles pressionam para cima, nos comandando a vontade e contaminando nossa vida.
Quando surgem as depressões, insônias, alergias, ansiedades, furúnculos, doenças sem diagnóstico, queda de cabelo, baixa resistência imunológica, fibromialgias, inibições sexuais, ficamos a perguntar: COMO ISTO FOI ACONTECER?
Admitir a raiva, o medo, a tristeza, a vulnerabilidade são caminhos de saúde e bem estar. Não que devamos atirá-los sobre os outros. A questão é entre nós e nós mesmos. Admitir para curar. Identificar para buscar as raízes. Quando conseguimos abraçar nossas fragilidades humanas tornamo-nos aptos a buscar os caminhos da cura. Ter vergonha de quem nós somos retarda o crescimento e nos mantém na fragmentação e na máscara que nos faz adoecer.
(se quer ver mais sobre este tema, leia o artigo “Quando não dizer faz adoecer” no meu BLOG)
BLOG: www.ray-vale.blogspot.com
domingo, 4 de agosto de 2013
PARA LYOTO NA LUTA DE 03 AGO 2013
Nós queríamos que ele ganhasse. Claro que queríamos! O Brasil inteiro queria! O Pará, então, nem se fala. Ficamos tristes, silenciosos, com o coração apertado. Por ele, não por nós. Sabemos o quanto ele se preparou, o tempo de treino, a alimentação bem cuidada, a equipe dedicadíssima, a família apoiadora, a vida marcada por uma disciplina espartana. Mas, encarar esse tipo de situação é o preço de quem escolhe uma carreira em que um lado tem que vencer. Uma vez é de um, outra vez é de outro. A vida de todo atleta tem uma estatística: tantas vitórias, tantas derrotas.
LYOTO, nossa homenagem a você! Sua família, seus amigos, e seus fãs sabem que o resultado revelou dois bons atletas, ambos bem preparados e um deles, por circunstâncias várias, levou a melhor. Nossa homenagem ao homem de bem que você é. Ser um lutador de MMA é apenas um aspecto de sua existência, tão rica e tão cheia de valores espirituais e morais. O seu caráter impecável é o que lhe prepara para atravessar bem as vitórias e as derrotas em todas as LUTAS da vida. Mesmo ficando frustrado e triste por alguns dias.
Ganhar e perder são duas faces presentes na vida de cada um de nós. Que a Grande Luz te guie, sempre.
LYOTO, nossa homenagem a você! Sua família, seus amigos, e seus fãs sabem que o resultado revelou dois bons atletas, ambos bem preparados e um deles, por circunstâncias várias, levou a melhor. Nossa homenagem ao homem de bem que você é. Ser um lutador de MMA é apenas um aspecto de sua existência, tão rica e tão cheia de valores espirituais e morais. O seu caráter impecável é o que lhe prepara para atravessar bem as vitórias e as derrotas em todas as LUTAS da vida. Mesmo ficando frustrado e triste por alguns dias.
Ganhar e perder são duas faces presentes na vida de cada um de nós. Que a Grande Luz te guie, sempre.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
QUANDO O ÓDIO DÁ AS CARTAS
Tenho acompanhado com alegria e esperança a onda de manifestações que acontecem em todo o País. Homens, mulheres e crianças, movem-se, corajosos, manifestando que estão descontentes. Em alguma coisa isto vai dar. Pode não ser o remédio heroico que vai curar todos os males mas, certamente, será algo que vai iniciar um processo de cura. A Natureza não dá saltos. Os processos sociais também não.
Mas me assusta o ódio. Não a raiva, mas o ódio. A raiva é a indignação boa, que impulsiona e nos faz reagir aos ataques ao nosso direito e à nossa dignidade, que nos faz reivindicar o nosso lugar. O que temo é o ódio. Não só o ódio que leva ao vandalismo e à quebradeira, mas o ódio que se expressa no pessimismo, no desânimo, na descrença, nas palvras chulas, nos insultos, no desrespeito seja a quem for. O ódio pode até substituir a indignação, pode até nos levar a algum lugar de conquista; mas o preço é alto e as sequelas se perpetuam no tempo, na história e na vida de cada um.
E NÓS?...
A mudança não passa por uma pessoa, por um governante ou parlamentar, considerado individualmente. Não vai adiantar muito matar o Feliciano, execrar o FHC ou o Sarney, atacar a Dilma com palavrões, agredir o Lula com insultos, nem condenar os bandidos da rua à pena de morte. O processo é mais amplo e mais profundo. Está em jogo um movimento gradual de transição para uma nova consciência. Antes das instituições estão os indivíduos que precisam, minimamente, conhecer e reconhecer, além dos seus direitos, o seu lugar, individual e social - o seu papel na vida.
As manifestações de massa apontam para o desejo de mudança. E isto é bom. Os governos e os parlamentos não se mantêm legitimamente se o povo não é escutado. Mas isto é apenas um ângulo de um conjunto muito mais complexo. E depois? Depois do grito virá a ação? A nossa ação. Como essa ação se tornará concreta e positiva? Qual é a nossa parte nisso, além de empunhar bandeiras e postar frases de efeito e ódio no Facebook? Talvez precisemos nos fazer algumas perguntinhas, bem mais silenciosas, sobre qual tem sido a nossa postura diante da vida comum de todo dia. Como está a minha passeata particular com os meus diversos “eus”? Perguntinhas singelas como: compareço às reuniões do meu condomínio, ou me omito e me limito a falar mal do síndico? Suborno o guarda de trânsito na esquina? Sonego imposto? Atiro lixo pela janela do carro? Compareço à escola do meu filho, ou falo mal dos professores? Falo do meu desagrado a quem me ofende, ou revido com fofoca? Ensino ao meu filho a devolver o troco que recebeu a mais? Ofereço condições dignas à trabalhadora que faz minha comida e lava o meu banheiro? Voto num candidato só porque ele é meu conhecido?
Nem precisamos responder. Perguntar apenas, já pode fazer um bom efeito. Quem sabe descubro que, no meu mundo interno mais quebro vidraças, incendeio ônibus e promovo a confusão e o medo do que faço algo construtivo.
Ray do Vale
ray-vale.blogspot.com
As manifestações de massa apontam para o desejo de mudança. E isto é bom. Os governos e os parlamentos não se mantêm legitimamente se o povo não é escutado. Mas isto é apenas um ângulo de um conjunto muito mais complexo. E depois? Depois do grito virá a ação? A nossa ação. Como essa ação se tornará concreta e positiva? Qual é a nossa parte nisso, além de empunhar bandeiras e postar frases de efeito e ódio no Facebook? Talvez precisemos nos fazer algumas perguntinhas, bem mais silenciosas, sobre qual tem sido a nossa postura diante da vida comum de todo dia. Como está a minha passeata particular com os meus diversos “eus”? Perguntinhas singelas como: compareço às reuniões do meu condomínio, ou me omito e me limito a falar mal do síndico? Suborno o guarda de trânsito na esquina? Sonego imposto? Atiro lixo pela janela do carro? Compareço à escola do meu filho, ou falo mal dos professores? Falo do meu desagrado a quem me ofende, ou revido com fofoca? Ensino ao meu filho a devolver o troco que recebeu a mais? Ofereço condições dignas à trabalhadora que faz minha comida e lava o meu banheiro? Voto num candidato só porque ele é meu conhecido?
Nem precisamos responder. Perguntar apenas, já pode fazer um bom efeito. Quem sabe descubro que, no meu mundo interno mais quebro vidraças, incendeio ônibus e promovo a confusão e o medo do que faço algo construtivo.
Ray do Vale
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