Crises, doenças, desorganização da família, padrões repetitivos e limitadores, podem ser a repetição da história familiar. São as ORDENS DO AMOR e da lealdade ao sistema de origem que atuam de forma inconsciente.
Trabalhar essa dinâmica é o foco das CONSTELAÇÕES FAMILIARES. Venha assistir como "ouvinte".
domingo, 16 de abril de 2017
SEMENTE...
"Se alguém não está preparado para receber amor, compaixão, cura ou alegria, isso é uma escolha dele. Respeite que ele ainda tem algo a aprender com estar enraizado na negatividade. Você pode reconhecer a dor dele, mas você não tem que se juntar a ele na vivência da dor". (Andrew Martin - Semente das Estrelas)
A AUTO-IMAGEM IDEALIZADA
Sempre que posto algo sobre a dualidade humana, recebo reações de desagrado. Veladas ou ostensivas. Isso é compreensível. Reconhecer a negatividade escondida toca na auto-imagem idealizada, que é uma estratégia de defesa. A auto-imagem foi construída como proteção contra a dor e o desamor. Ela tenta esconder o que somos e cria uma arremedo do que "deveríamos ser". Inconscientemente uma voz tirânica cochicha: "se eu for assim serei admirado, considerado, aplaudido, respeitado. As pessoas querem isso de mim!"
Claro que isso é uma fantasia, uma solução enganosa. Ela supõe que o eu real não é digno de ser visto e aceito.
A energia de vida que poderia ser usada criativamente para uma mudança verdadeira, é desperdiçada no esforço para manter um alto padrão, exigente, compulsivo e irreal. O resultado é a estagnação e a rigidez. E de quebra, mais infelicidade.
Claro que isso é uma fantasia, uma solução enganosa. Ela supõe que o eu real não é digno de ser visto e aceito.
A energia de vida que poderia ser usada criativamente para uma mudança verdadeira, é desperdiçada no esforço para manter um alto padrão, exigente, compulsivo e irreal. O resultado é a estagnação e a rigidez. E de quebra, mais infelicidade.
O OUTRO, MEU ESPELHO...
Todos nós temos muita dificuldade em admitir nossos sentimentos negativos e somos hábeis em negá-los. Uma boa forma de escamotear o que ainda está em nós é apontar a distorção no outro. Geralmente esse outro é nosso melhor espelho. Há sinais muitos seguros desse espelhamento: "não suporto gente que...". "não admito que alguém faça isso ou aquilo:.." "sou incapaz dessa ou daquela atitude!...". E por aí afora.
Tememos a nossa negatividade porque temos a ilusão de que devemos ser perfeitos agora, já! E de que nossos muitos "defeitos" excluem nossas muitas qualidades. Não reconhecemos que somos bons e maus, alegres e tristes, egoístas e amorosos, cruéis e generosos; somos luz e escuridão; campo florido e porão escuro. Somos isto E aquilo, e não isto OU aquilo. Olhar cada parte nos faz inteiros e reais. Se desejamos ser melhores, precisamos admitir a sombra que pode e quer clarear. Não se transforma aquilo que é negado. Sem atravessar os nossos pântanos não chegamos à consciência do Divino em nós.
Tememos a nossa negatividade porque temos a ilusão de que devemos ser perfeitos agora, já! E de que nossos muitos "defeitos" excluem nossas muitas qualidades. Não reconhecemos que somos bons e maus, alegres e tristes, egoístas e amorosos, cruéis e generosos; somos luz e escuridão; campo florido e porão escuro. Somos isto E aquilo, e não isto OU aquilo. Olhar cada parte nos faz inteiros e reais. Se desejamos ser melhores, precisamos admitir a sombra que pode e quer clarear. Não se transforma aquilo que é negado. Sem atravessar os nossos pântanos não chegamos à consciência do Divino em nós.
AMAR O OUTRO COMO A SI
Ninguém ama, perdoa ou respeita seu próximo, se não ama, perdoa e respeita a si. Forçar o amor para "cumprir a lei" só levará a um sentimento artificial e de superfície. E é mais simples amar a si do que amar o outro. Em si você pode mudar o que não gosta. Sobre o outro, você não tem esse poder.
PRECONCEITO? eu?
Preconceito é uma palavra abominável para a qual geralmente viramos a face com olhar de "Deus me livre!" Como se estivéssemos muito longe dessa coisa feia. Será que estamos?
O que é mesmo preconceito?
É um conceito antecipado, feito com precipitação, contaminado com ideias e impressões pessoais. Alguém enquadra uma questão, uma pessoa, um fato, uma ideia, no seu olhar limitado, errôneo, sobre a questão. É um julgamento, uma condenação “a priori”.
Quem de nós não tem preconceito? Atire a primeira pedra.
Em algumas áreas já vemos avanços. É possível perceber cuidados em relação a discriminar pessoas pela cor da pele ou orientação sexual. Por convicção ou por medo do linchamento social. Mas alguém se dá conta dos outros preconceitos “menores”, socialmente aceitos? Há expressões cotidianas que os revelam:
-velhos (roupa de velha)
-pobres (que roupa pobre!), -mulher no volante, perigo...
-mora no subúrbio, (farofeiro, brega) ;
-usa tatuagem (drogado)
-gosta de se vestir bem (patricinha);
-trabalhador braçal - peão (pejorativo)
-modela o corpo na academia (burro);
-quem vai a psicólogo(doido)
o pai tem posses (riquinho besta) e por aí afora.
Sem contar o preconceito intelectual, de profissão, e muitos etcetera. Talvez devamos olhar na cara do preconceito nosso de cada dia, sem preconceito. Se você percebe o seu - e muda, quem sabe o mundo muda um pouco?
A CARA DO MEDO
Não é negando o medo que se vence o medo. Nem é sufocando a tristeza ou a raiva que você vai ultrapassar saudavelmente essas emoções. Jogar para o subterrâneo, fingir que está tudo bem é um caminho falso. Mais tarde esta energia sobe à tona em circunstâncias fora de controle, que nada tem a ver com o fato original. Ou a pessoa adoece e drena pelo corpo, ou desaba em cima de alguém, sem saber como nem por que. Olhar de frente, dialogar com o sentimento presente é sempre o melhor caminho.
O que mais ajuda um estudante às vésperas do vestibular, por exemplo, e ajudá-lo a olhar na cara do medo: medo do “concorrente”, medo do medo , medo de desapontar os pais; e até medo de não dar dividendos comerciais ao curso onde estuda. Com essa permissão ele rende muito mais e encara com mais calma o momento decisivo. O contato verdadeiro com a realidade interna sempre oferece mais recursos do que fugir dela. Não se pode domar um bicho que não se vê.
Ray Do Vale
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