quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
REDES SOCIAIS: TEXTOS E AUTORES
Diariamente leio textos compartilhados, atribuídos às mais estranhas autorias. Um dos autores mais citados é Chico Xavier. Nosso querido médium, não fosse a sua generosidade, estaria a revolver-se no túmulo. Sem falar em Fernando Pessoa, Picasso, Bert Hellinger, Salvador Dali, Arnaldo Jabor, Ghandi, Madre Tereza, Chico Buarque e toda a corte dos notáveis.
Às vezes, de boa fé, disseminamos coisas assim.
As redes sociais são um recurso extraordinário de informação, de relação, mídia rápida e barata, multiplicação de conhecimento, etc. etc. Mas, como qualquer coisa na vida, pode estar a serviço e a desserviço. Não é porque um texto agrada a nossa sensibilidade que ele pode ser atirado na sacola autoral de qualquer pessoa importante.
Infelizmente há os que saem batizando textos, sem escrúpulo ou compromisso com a verdade, jogando em nosso peito qualquer mensagem – verdadeira ou falsa, perversa ou nobre. Sem contar com as calúnias, fotos montadas, notícias inverídicas e maldosas, que ferem e maltratam.
E nós? Vamos engolindo tudo? Manda o bom senso que examinemos com uma olhadinha da boa crítica. Se alguém lançou a semente daninha, a responsabilidade é dele. Mas se vamos replantando as mudas, faremos parte desse plantio e também da colheita.
(Ray do Vale)
É RECEBENDO QUE SE DÁ...
A lei do dar e receber é fundamental em todas as relações. Bert Hellinger aprofunda essa análise sistêmica especialmente nas relações familiares. Quem recebe demais e não dá na mesma medida, fica em posição desfavorável. Quem dá demais também se torna responsável, pois desrespeita e nega a dignidade do outro.
Uma relação se equilibra quando cada um dá aquilo de que é capaz, oferecendo os seus dons. E também recebe.
Entre pais e filhos esse desequilíbrio sempre existirá pois os pais sempre terão dado mais aos filhos do que recebido deles. Mesmo que esses pais tenham se portado mal, negado amor, praticado atos mesquinhos, eles deram a vida aos filhos; e os filhos nunca poderão retribuir aos pais pelo dom da vida que receberam deles. No máximo poderão dar a seus próprios filhos ou aos filhos alheios. Mesmo que façam muito pelos pais, sempre serão devedores, porque nenhuma dádiva será maior que a dádiva da Vida.
Quando os filhos julgam, desprezam e se colocam superiores aos seus pais, pisarão na vida com passos coxos, privados de seu próprio poder, equilíbrio, saúde e força. Os filhos precisam aceitar o fato de que a vida lhes foi transmitida pelos pais e antepassados, não importa o que eles foram ou fizeram. Aqueles que negam seus pais, negam sua história, seu nome e suas suas raízes e se tornam fracos. Sem raiz, qualquer árvore cai, ou precisará lutar muito, ou escorar-se, para manter-se de pé. (Ray do Vale)
O FOGO NA IDADE MADURA
Normalmente não faço dramas com o envelhecimento, nem com os limites que ele traz. Encaro com naturalidade. Mas uma coisa que me deixa danada da vida é esquecer a panela no fogo e ver tudo virar um carvão fumacento - a comida e a panela! Outro dia mobilizei meu prédio inteiro com a fumaceira. E eu, placidamente lendo meu livro, no quarto. Nunca sei se é velhice ou patetice! Ou as duas juntas! Hahahahhaha
AVIDA E(É) O RIO
O que dificulta a vida e a torna dolorosa é que queremos fazer as mudanças na força, na luta, na coerção. Batemos de frente, ao invés de caminharmos de mãos dadas, dialogando com o que É. Haveria menos dor se aceitássemos o fluxo, sem brigar com ele - como a correnteza serena do rio. A Natureza, com seus processos, é o emblema da experiência humana. O rio flui, atravessa o tronco, cria quedas d’água, contorna barrancos, ou entra pela várzea. E segue. Não briga com o que encontra. Enfrenta e resolve, sem culpas, desculpas, nem dramas. Um dia o rio pode secar, ou se fundir no todo de um rio maior, ou com o oceano.
É assim a experiencia do rio. É assim a experiência humana. (ray do vale)
É assim a experiencia do rio. É assim a experiência humana. (ray do vale)
AMOR?
Aquela pessoa por quem nos apaixonamos perdidamente, e que chamamos “o amor da minha vida”, não necessariamente é. Quase sempre ela apenas desperta e ativa o amor potencial, intrínseco, que todos temos dentro de nós. Todos. Não é a pessoa! Essa, muitas vezes, nos arranca lagrimas e desperta dores. Estamos apaixonados pelo amor, enamorados pelo romance, numa espécie de saudade e nostalgia daquilo que somos e temos em essência. Saudade de nós mesmos, daquele espaço profundo de nossa alma, do qual nós perdemos nas escaramuças evolutivas. Relembramos vagamente esse poder original e o buscamos no outro.
Tanto que nos apaixonamos por alguém que, não raras vezes, é uma pessoa que nada tem a ver com o idealizamos e queremos de um parceiro ou parceira. Na busca do amor, abraçamos a dor - o amor na distorção. Enquanto não amadurece em nós esse ente chamado amor, criamos arremedos: apego, posse, paixão, desespero.
Bom é saber que tudo é treino e caminho, degraus que nos levarão um dia aonde quer o nosso ser essencial. É confiar no que somos. (Ray do Vale)
Tanto que nos apaixonamos por alguém que, não raras vezes, é uma pessoa que nada tem a ver com o idealizamos e queremos de um parceiro ou parceira. Na busca do amor, abraçamos a dor - o amor na distorção. Enquanto não amadurece em nós esse ente chamado amor, criamos arremedos: apego, posse, paixão, desespero.
Bom é saber que tudo é treino e caminho, degraus que nos levarão um dia aonde quer o nosso ser essencial. É confiar no que somos. (Ray do Vale)
Mudar, tornar-se uma pessoa mais saudável, feliz e integrada requer uma longa jornada de auto investigação, consciente e corajosa. Os padrões que obstruem nossa vida atuam a partir de construções profundas, camadas e camadas de experiências, acumuladas nos porões do inconsciente individual e coletivo.
É ingênuo imaginar-se que fórmulas mágicas, sugestões hipnóticas, frases feitas e cursos de fim de semana moverão milagrosamente os conteúdos desses esconderijos. Também não será o guru, nem a religião que farão isso por nós. A decisão de viver melhor é uma busca paciente, honesta e continuada a respeito do EU que tememos ver. E nesse caminho não há lugar para a inverdade, nem para o rápido, nem para o fácil. É um processo sintonizado com a lei natural. E a Natureza não mente e nem dá saltos. (ray do vale)
É ingênuo imaginar-se que fórmulas mágicas, sugestões hipnóticas, frases feitas e cursos de fim de semana moverão milagrosamente os conteúdos desses esconderijos. Também não será o guru, nem a religião que farão isso por nós. A decisão de viver melhor é uma busca paciente, honesta e continuada a respeito do EU que tememos ver. E nesse caminho não há lugar para a inverdade, nem para o rápido, nem para o fácil. É um processo sintonizado com a lei natural. E a Natureza não mente e nem dá saltos. (ray do vale)
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