sexta-feira, 20 de julho de 2018

SOBRE MÃES HUMANAS...


Todas os poemas, textos e homenagens dedicados às mães destacam sua força, amor sem limites, valentia, martírio, capacidade de se doar. E é verdade que algumas manifestam essas qualidades, autoimpostas ou espontâneas. Mas existe uma imagem de massa (inconsciente) de que mãe foi feita só para doar-se; e que, pela sua “santidade” e poderes de heroína super, não precisa receber. E quem escreve sobre traumas e dores de mães? Poucos refletem sobre as necessidades dessas mulheres-maravilha. Raros imaginam que, às vezes, a capa de voadora se encharca de lágrimas, silêncios e esperas.
Nesse mundo “psicologizado” às avessas, de valores invertidos, muitos são os filhos que derramam nas linhas e entrelinhas da vida, revoltas, exigências e “traumas”, pela mãe de fantasia que não tiveram. Alguns transitam “de bico aberto” como passarinhos que exigem ser nutridos para sempre, pedindo, pedindo.
Frustram-se diante de mães reais, humanas que também carregam vulnerabilidades: são frágeis, adoecem, erram, choram tem medos e culpas; e são mulheres absolutamente comuns. Apenas mulheres e mães possíveis. (Ray Do Vale)

Mamãe sapeca

Minha mãe, uma garota cheia de sapequices! Ela ama seu cantinho bucólico, cheio de arvores, sombras e fartura. Aos 85 anos cozinha, varre seu quintal; toma banho no açude, joga cartas e dominó, e não perde sua academia, onde esbanja bom humor.
Adora conversar com os japiins que pousam nas árvores próximas e fazem ninhos pendurados.
No dia das mães, nossa homenagem e um almoço cheio de filhos e netos. Alguns Estão longe, mas estaremos juntos assim mesmo! Feliz dia das Mães, Dona Francisca do Vale, nossa MÃE !

Mau uso

A alma humana nunca tem defeito de fabricação. Sofre depreciação por mau uso ou abuso.

A Vida anda.

Sobre filhos e sobre pais.
Filhos mais velhos geralmente reclamam dos pais, que esses amam mais os que nascerem por último e que dão a estes tratamento mais concessivo, diferente do que que deram aos primeiros.
Na verdade, isso não significa amar mais ou amar menos. O que os pais tentam fazer, com os filhos mais novos, quase sempre é uma tentativa de corrigir supostos erros cometidos na educação dos primeiros, quando ainda estavam (estavam?) inseguros, tateando e aprendendo. Tornam-se, então, mais flexíveis, mais tolerantes (as vezes além da conta) e desenvolvem maior proximidade com os caçulas. Aprendendo, aprendendo, mas nem sempre acertando tudo. Nem com os primeiros, nem com os últimos, como é da nossa humana condição. Os filhos cobradores que esperem seus filhos crescerem. E a teia da Vida continuará. Porque assim é! (Ray do Vale)

QUEM MANDA E QUEM PERDE? ou CADA UM NO SEU LUGAR.


Um filho é sempre menor que seu pai e sua mãe, diz Bert Hellinger, porque deles vem a sua vida. É uma lei sistêmica. Nenhum filho terá uma vida feliz e integrada se julga seus pais e quer ser maior do que eles. Filhos devem reconhecer, a respeito de seu pai e sua mãe: você é grande e eu sou pequeno; quando um filho exclui seu pai ou sua mãe, ostensiva ou veladamente, perde a base, exclui sua própria existência e pode adoecer. Ou seus filhos fazem isso por ele. Também na profissão e em outras areas da vida, será difícil encontrar o seu lugar. Sem raiz, nenhuma árvore pode manter-se de pé e, muito menos, dar frutos.
Pais que tiveram comportamentos criminosos, pais facínoras, por si mesmos se excluem do sistema, pelo sentimento de indignidade. Não cabe aos filhos fazê-lo. As Constelacões mostram isso.

O argueiro e a trave 2

Bom ter cuidado quando se usa o Face para criticar o português alheio. Às vezes o nosso texto crítico tem erros mais grosseiros do que os erros que apontamos. Na vida é assim também.

Alegria e otimismo fazem bem!

Imagine a cena: o Brasil jogando, perdendo ou ganhando, e você ali, sem emoção, parado, alheio, isento como um bocal sem lâmpada. Sim! Porque o discurso recorrente é que torcer, vibrar, entrar na festa é politicamente incorreto. Futebol aliena, é circo, é ópio, faz você esquecer que o Brasil tem problemas, que o mundo precisa de mudanças. É preciso esconder a TV no quarto, para ficar bem na foto.
Ora, façam-me o favor! Será que não há lugar para as duas coisas? Tem que ser isso OU aquilo? Então torcer pelo seu País lhe tira a consciência e o discernimento? Tem que ficar vomitando desgraças o tempo todo, destilando azedume, como se isso mudasse alguma coisa?
Ah, Brasil das bandeiras coloridas! Viva a barulheira, espontânea e genuína, que sai da alma em gritos, rezas e palavrões. Deixa que ela saia dos porões e venha para as ruas, mesmo que só por algumas horas.
Há momentos para brincar e momentos para falar sério. O que não merece lugar é a rigidez das posições radicais e das verdades definitivas. (Ray do Vale)